O dia 21 de agosto ficou marcado como a data do maior movimento municipalista do País. Mais de 500 prefeitos de todo estado, incluindo o prefeito André ferreira Torres, ocuparam o saguão do prédio Tiradentes, na Cidade Administrativa, para reivindicar contra o atraso de repasses e pressionar o Governo de Minas a quitar a dívida com os municípios. A mobilização foi promovida pela Associação Mineira de Municípios (AMM), em mais uma tentativa de evitar a paralisação dos serviços básicos oferecidos à população.


O valor da dívida, que chega a R$ 8,1 bilhões, dados atualizados em 16 de agosto de 2018, se arrasta há quase um ano e a legislação brasileira determina o repasse imediato dos recursos aos municípios na arrecadação gerada pelo ICMS e IPVA. A falta destes recursos, que seriam para a educação, assistência social, transporte escolar e saúde, tem obrigado as administrações municipais a utilizarem recursos próprios, comprometendo outras necessidades básicas como infraestrutura e folha de pagamento. 


A dívida em nosso município ultrapassa os R$ 1,5 milhões, sendo quase R$ 1 milhões, destinadas à Saúde.


O governador de Minas, Fernando Pimentel, chegou a assinar a lei de securitização da dívida ativa e prometeu quitar cerca de R$ 1 milhão em atrasos do Fundeb, voltado para a educação. O problema é que a solução encontrada por Pimentel só chegará em setembro e muitas prefeituras têm encontrado dificuldades para arcar, principalmente, com o salário dos professores.